INTRODUÇÃO
A formação da cidadania e da identidade de cada pessoa tem início desde o seu nascimento. Cada criança, ao nascer, recebe um nome próprio e um sobrenome que indicam toda rede de parentesco à qual estará vinculada. A criança nasce em determinado território geográfico e social. Imediatamente recebe o direito à cidadania: é natural de algum lugar. Ao crescer e conviver nesse lugar, ela recebe e interage com os valores e recursos simbólicos aí construídos. Este lugar passa a ser incluído na sua definição, na sua identidade.
O censo do IBGE de 2000 encontrou, no Brasil, 61 milhões de crianças e adolescentes. Segundo a sua faixa etária, 23,1% tinha de 0 a 6 anos, 27,2% tinham 07 a 14 anos e 10,7% tinham de 15 a 17 anos. Do total, 29 milhões são negras e pardas, 287 mil (0,5) são indígenas; 181 mil de origem asiática e 31 milhões são brancas. Há maior concentração de crianças e adolescentes nas regiões mais pobres e nas faixas populacionais com menor instrução e menor renda, sendo que 45% destas vivem em famílias com renda per capta de até ½ salário mínimo. Entre as crianças e adolescentes negras e indígenas, o percentual de pobreza é ainda maior, respectivamente, 58% e 71%.
Em relação às condições habitacionais, o acesso à rede a água e esgoto ainda não se encontram universalizado. Se uma media de 89,6% de domicílios particulares permanentes urbanos brasileiros tem acesso à rede água, cai para 82,7% a média das crianças e adolescentes que contam com este acesso. As diferenças se acentuam por regiões, sendo ainda maiores quando se trata de crianças e adolescentes do meio rural, de etnias negras e indígenas.
A taxa de mortalidade infantil representa um sensível indicador também para outras condições sociais as quais crianças, adolescentes e suas famílias estão submetidas. As grandes desigualdades regionais em relação à média nacional demonstram a gravidade da situação e na necessidade de se avançar na expansão e qualidade dos serviços, com a redução da mortalidade materna e a atenção aos direitos sexuais e reprodutivos tanto para os adultos quanto para os adolescentes.
Dado sobre a desnutrição infantil no Brasil em 1996, ano do ultimo levantamento sistemático sobre o tema, apotavam que 5,7% das crianças tinham baixo peso para a sua idade; 10,5% apresentavam desnutrição crônica e 2,3% sofriam de desnutrição aguda. Estudos do MDS e do IPEA mostram que as taxas de desnutrição têm diminuído sistematicamente nas áreas cobertas por ações, como a Estratégia de Saúde da Família. A situação de risco nutricional é ainda mais grave para crianças de família em situação de pobreza.
Em relação ao ensino fundamental, 97,1% das crianças e adolescentes entre 7 e 14 anos freqüenta a escola, porém a qualidade desta educação continua sendo um desafio para o futuro. A taxa de repetência em 2004 estava em 13%, e a taxa de conclusão do ensino fundamental era apenas 54%. Entre os alunos que concluem a 4º serie, 60% não possuem fluência na leitura. Já na idade de 15 a 17 anos, a media nacional de freqüência à escola é de 82,4%,mas, entre os mais pobres, este potencial cai para 75,8%. A gravidade da situação da educação para ser lida no índice de analfabetismo. Na população com mais de 15 anos de idade, o índice de analfabetismo é de 11,4% e praticamente um terço da população adulta pode ser considera analfabeta funcional.
DESENVOLVIMENTO
O retrato do perfil do jovem de periferia brasileira está claro nesta pesquisa do IBGE. Partindo do pressuposto da trajetória histórica deste jovem, passamos a compreendê-los melhor e até mesmo deixamos o nosso preconceito.
O grupo quis através desta pesquisa, identificar quais as ações relevantes existentes para este público no sentido de promoção da cidadania e até mesmo sobre o protagonismo juvenil.
A ação efetiva pesquisada foi o Programa Fica Vivo! do Governo do estado de Minas Gerais, onde foram visitados dois núcleos, sendo eles em Santa Luzia e Belo Horizonte. Os jovens participantes deste programa fazem parte da pesquisa do IBGE de 2000, supracitada. Se pensarmos que na ocasião eles estivessem com 12 anos, hoje estes jovens estariam com 20 anos.
Vale ressaltar que o publico que compõe este programa, foi excluída a vida inteira, desde ao acesso a moradia, a saúde. Ficando muito a mercê da violência seja do trafico, seja da exploração sexual, dentre outros.
O Programa Fica Vivo! nos mostrou que quando foi implantado em grandes aglomerados do estado de Minas Gerais foi para diminuir e prevenir o índice elevado de homicídios e violência. Este programa consiste em várias oficinas que proporcionam para os jovens esportes, cultura e lazer. Neste caso na Pedreira Prado Lopes como é muita conhecida ela possuem 32 oficinas, entre elas possuem também oficinas profissionalizantes para introduzir o jovem ao mercado de trabalho. Para esse trabalho acontecer melhor nesta comunidade os oficineiros são os próprios moradores do aglomerado. Isso acontece para que se viessem oficineiros de fora ele seria muito recriminado pelo jovem e vice-versa.
As oficinas do programa são espaços abertos, e por isso, possibilitam a todos os jovens-entre 12 e 24 anos – das comunidades atendidas, participarem, se expressarem e se mostrarem tanto em suas habilidades e talentos, quanto em seus conflitos e dificuldades. E é a partir desta nova forma de participação do jovem que propomos através do diálogo, da apresentação e da discussão de possibilidades, construir também uma nova forma de implicação, participação e responsabilização dele por sua história, suas escolhas e por seu projeto de vida.
Uma das oficinas que nos chamou a atenção foi o grafite, pois através deste o jovem expressa o que sente e o que pensa.
Ao expor através da arte do grafite a discussão feita com os jovens, oficineiros e equipe do programa sobre o tema Juventude e Liberdade, O Fica Vivo! faz um convite para que possamos conhecer e buscar compreender as escolhas dos jovens, e mais do que isso, que queiramos não só orienta-las, mas sim participar de forma ativa da construção de uma juventude crítica e responsável por sua própria história, e também de sua comunidade.
Através da liberdade de expressão e criação, o Fica Vivo! possibilita a estes jovens serem sujeitos: de seus desejos, direitos, deveres e porque não, de sua arte!
Em 2008 foram realizadas umas séries de exposições (grafite) no Palácio das Artes, confirmando que os jovens têm encontrado, através do Programa Fica Vivo!, “uma aposta na construção de espaços na cidade onde eles possam transitar e se expressar cada vez mais, com liberdade.” (Kátia Silvia Simões-Diretora de Promoção Social da Juventude Programa Fica Vivo!).
CONCLUSÃO
Visitar os núcleos de prevenção à criminalidade foi enriquecedor para o grupo e nos motivou a buscar cada vez mais conhecimento e conseqüentemente poder colocá-lo em prática.
Esperamos através do nosso fazer profissional contribuir para a divulgação e promoção de trabalhos tão relevantes para a sociedade.
A formação da cidadania e da identidade de cada pessoa tem início desde o seu nascimento. Cada criança, ao nascer, recebe um nome próprio e um sobrenome que indicam toda rede de parentesco à qual estará vinculada. A criança nasce em determinado território geográfico e social. Imediatamente recebe o direito à cidadania: é natural de algum lugar. Ao crescer e conviver nesse lugar, ela recebe e interage com os valores e recursos simbólicos aí construídos. Este lugar passa a ser incluído na sua definição, na sua identidade.
O censo do IBGE de 2000 encontrou, no Brasil, 61 milhões de crianças e adolescentes. Segundo a sua faixa etária, 23,1% tinha de 0 a 6 anos, 27,2% tinham 07 a 14 anos e 10,7% tinham de 15 a 17 anos. Do total, 29 milhões são negras e pardas, 287 mil (0,5) são indígenas; 181 mil de origem asiática e 31 milhões são brancas. Há maior concentração de crianças e adolescentes nas regiões mais pobres e nas faixas populacionais com menor instrução e menor renda, sendo que 45% destas vivem em famílias com renda per capta de até ½ salário mínimo. Entre as crianças e adolescentes negras e indígenas, o percentual de pobreza é ainda maior, respectivamente, 58% e 71%.
Em relação às condições habitacionais, o acesso à rede a água e esgoto ainda não se encontram universalizado. Se uma media de 89,6% de domicílios particulares permanentes urbanos brasileiros tem acesso à rede água, cai para 82,7% a média das crianças e adolescentes que contam com este acesso. As diferenças se acentuam por regiões, sendo ainda maiores quando se trata de crianças e adolescentes do meio rural, de etnias negras e indígenas.
A taxa de mortalidade infantil representa um sensível indicador também para outras condições sociais as quais crianças, adolescentes e suas famílias estão submetidas. As grandes desigualdades regionais em relação à média nacional demonstram a gravidade da situação e na necessidade de se avançar na expansão e qualidade dos serviços, com a redução da mortalidade materna e a atenção aos direitos sexuais e reprodutivos tanto para os adultos quanto para os adolescentes.
Dado sobre a desnutrição infantil no Brasil em 1996, ano do ultimo levantamento sistemático sobre o tema, apotavam que 5,7% das crianças tinham baixo peso para a sua idade; 10,5% apresentavam desnutrição crônica e 2,3% sofriam de desnutrição aguda. Estudos do MDS e do IPEA mostram que as taxas de desnutrição têm diminuído sistematicamente nas áreas cobertas por ações, como a Estratégia de Saúde da Família. A situação de risco nutricional é ainda mais grave para crianças de família em situação de pobreza.
Em relação ao ensino fundamental, 97,1% das crianças e adolescentes entre 7 e 14 anos freqüenta a escola, porém a qualidade desta educação continua sendo um desafio para o futuro. A taxa de repetência em 2004 estava em 13%, e a taxa de conclusão do ensino fundamental era apenas 54%. Entre os alunos que concluem a 4º serie, 60% não possuem fluência na leitura. Já na idade de 15 a 17 anos, a media nacional de freqüência à escola é de 82,4%,mas, entre os mais pobres, este potencial cai para 75,8%. A gravidade da situação da educação para ser lida no índice de analfabetismo. Na população com mais de 15 anos de idade, o índice de analfabetismo é de 11,4% e praticamente um terço da população adulta pode ser considera analfabeta funcional.
DESENVOLVIMENTO
O retrato do perfil do jovem de periferia brasileira está claro nesta pesquisa do IBGE. Partindo do pressuposto da trajetória histórica deste jovem, passamos a compreendê-los melhor e até mesmo deixamos o nosso preconceito.
O grupo quis através desta pesquisa, identificar quais as ações relevantes existentes para este público no sentido de promoção da cidadania e até mesmo sobre o protagonismo juvenil.
A ação efetiva pesquisada foi o Programa Fica Vivo! do Governo do estado de Minas Gerais, onde foram visitados dois núcleos, sendo eles em Santa Luzia e Belo Horizonte. Os jovens participantes deste programa fazem parte da pesquisa do IBGE de 2000, supracitada. Se pensarmos que na ocasião eles estivessem com 12 anos, hoje estes jovens estariam com 20 anos.
Vale ressaltar que o publico que compõe este programa, foi excluída a vida inteira, desde ao acesso a moradia, a saúde. Ficando muito a mercê da violência seja do trafico, seja da exploração sexual, dentre outros.
O Programa Fica Vivo! nos mostrou que quando foi implantado em grandes aglomerados do estado de Minas Gerais foi para diminuir e prevenir o índice elevado de homicídios e violência. Este programa consiste em várias oficinas que proporcionam para os jovens esportes, cultura e lazer. Neste caso na Pedreira Prado Lopes como é muita conhecida ela possuem 32 oficinas, entre elas possuem também oficinas profissionalizantes para introduzir o jovem ao mercado de trabalho. Para esse trabalho acontecer melhor nesta comunidade os oficineiros são os próprios moradores do aglomerado. Isso acontece para que se viessem oficineiros de fora ele seria muito recriminado pelo jovem e vice-versa.
As oficinas do programa são espaços abertos, e por isso, possibilitam a todos os jovens-entre 12 e 24 anos – das comunidades atendidas, participarem, se expressarem e se mostrarem tanto em suas habilidades e talentos, quanto em seus conflitos e dificuldades. E é a partir desta nova forma de participação do jovem que propomos através do diálogo, da apresentação e da discussão de possibilidades, construir também uma nova forma de implicação, participação e responsabilização dele por sua história, suas escolhas e por seu projeto de vida.
Uma das oficinas que nos chamou a atenção foi o grafite, pois através deste o jovem expressa o que sente e o que pensa.
Ao expor através da arte do grafite a discussão feita com os jovens, oficineiros e equipe do programa sobre o tema Juventude e Liberdade, O Fica Vivo! faz um convite para que possamos conhecer e buscar compreender as escolhas dos jovens, e mais do que isso, que queiramos não só orienta-las, mas sim participar de forma ativa da construção de uma juventude crítica e responsável por sua própria história, e também de sua comunidade.
Através da liberdade de expressão e criação, o Fica Vivo! possibilita a estes jovens serem sujeitos: de seus desejos, direitos, deveres e porque não, de sua arte!
Em 2008 foram realizadas umas séries de exposições (grafite) no Palácio das Artes, confirmando que os jovens têm encontrado, através do Programa Fica Vivo!, “uma aposta na construção de espaços na cidade onde eles possam transitar e se expressar cada vez mais, com liberdade.” (Kátia Silvia Simões-Diretora de Promoção Social da Juventude Programa Fica Vivo!).
CONCLUSÃO
Visitar os núcleos de prevenção à criminalidade foi enriquecedor para o grupo e nos motivou a buscar cada vez mais conhecimento e conseqüentemente poder colocá-lo em prática.
Esperamos através do nosso fazer profissional contribuir para a divulgação e promoção de trabalhos tão relevantes para a sociedade.

Um comentário:
Nossa ficou bem legal o trabalho de vocês!
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