terça-feira, 25 de novembro de 2008

ROTEIRO

Dentro de um programa chamado Fica Vivo! Trabalhava um oficineiro de grafite chamando Zin, um cara super bacana, nascido e criado na comunidade. Zin sempre gostou de ajudar jovens de periferia. Certo dia Zin conheceu uma jovem chamada Cremilda, essa garota era usuária de drogas, com isso ela desacreditava na vida. Zin começou a interagir bastante com Cremilda com intuito de por ajuda – lá, com isso ela acabou convidando ela para conhecer o Programa Fica Vivo! , onde ele trabalhava. Cremilda acabou gostando da idéia e foi conhecer o programa, logo se passaram alguns dias, semanas e Cremilda se apaixonou pelo programa de Zin e das oficinas em geral. Algum tempo depois de continuar frequentando as oficinas Cremilda convidou dois de seus parceiros a participar, Sid e Francislaine. Sid era o aviãozinho dos traficantes da favela e Francislaine era usuária de drogas. Cremilda contou a eles sobre as oficinas e contou como isso contribuiu e ajudou ela a largar as drogas. No começo Francislaine recusou e riu da cara dela, achando aquilo tudo uma bobagem, mas com o passar do tempo ela foi se interessando no que a Cremilda contava e acabou achando interessante e foi conhecer com Cremilda uma das oficinas, a de grafite, rap, esportes etc. Já Sid zombou muito da cara das duas e não quis nem saber do programa, continuando na sua vida de sempre e vendendo drogas. Hoje em dia Zin o oficineiro comanda todas as oficinas do programa, Cremilda trabalha na oficina de vôlei e Francislaine conseguiu um estagio dentro do Programa Fica Vivo! Felizmente todos esses conseguiram uma profissão e uma vida digna. Já Sid continuou vendendo drogas e acabou sendo morto.

OBJETIVO FOTONOVELA

NOSSA FOTONOVELA FOI FEITA COM O OBJEITVO DE MOSTRAR COMO QUE UMA ONG OU UM PROGAMA PODEM AJUDAR OS JOVENS DE PERIFERIA, QUE SE ENCOTRAM NO MESMO LUGAR QUE OS NOSSOS PERSONAGENS, PRINCIPALMENTE NO LUGAR DO SID.

FOTONOVELA

CARTA AO JOVENS

Caro jovem, não permita que a idéia de que somos desinteressados da realidade em que vivemos se prolifere: levante, lute e combata. Enquanto houver uma criança passando fome não se pode falar em felicidade e, muito menos, em cidadania. Conquiste seu título honroso de cidadão combatendo as atrocidades que hoje se alastram por cada canto de nossa sociedade. Através da cidadania é que iremos alcançar uma melhor qualidade de vida humana.

CIDADANIA

O que é cidadania?

Ser cidadão é respeitar e participar das decisões da sociedade para melhorar suas vidas e a de outras pessoas. Ser cidadão é nunca se esquecer das pessoas que mais necessitam. A cidadania deve ser divulgada através de instituições de ensino e meios de comunicação para o bem estar e desenvolvimento da nação.
A cidadania consiste desde o gesto de não jogar papel na rua, não pichar os muros, respeitar os sinais e placas, respeitar os mais velhos (assim como todas às outras pessoas), não destruir telefones públicos, saber dizer obrigado, desculpe, por favor e bom dia quando necessário... até saber lidar com o abandono e a exclusão das pessoas necessitadas, o direito das crianças carentes e outros grandes problemas que enfrentamos em nosso país.
"A revolta é o último dos direitos a que deve um povo livre para garantir os interesses coletivos: mas é também o mais imperioso dos deveres impostos aos cidadãos."Juarez Távora - Militar e político brasileiro.

domingo, 23 de novembro de 2008

INTRODUÇÃO

A formação da cidadania e da identidade de cada pessoa tem início desde o seu nascimento. Cada criança, ao nascer, recebe um nome próprio e um sobrenome que indicam toda rede de parentesco à qual estará vinculada. A criança nasce em determinado território geográfico e social. Imediatamente recebe o direito à cidadania: é natural de algum lugar. Ao crescer e conviver nesse lugar, ela recebe e interage com os valores e recursos simbólicos aí construídos. Este lugar passa a ser incluído na sua definição, na sua identidade.

O censo do IBGE de 2000 encontrou, no Brasil, 61 milhões de crianças e adolescentes. Segundo a sua faixa etária, 23,1% tinha de 0 a 6 anos, 27,2% tinham 07 a 14 anos e 10,7% tinham de 15 a 17 anos. Do total, 29 milhões são negras e pardas, 287 mil (0,5) são indígenas; 181 mil de origem asiática e 31 milhões são brancas. Há maior concentração de crianças e adolescentes nas regiões mais pobres e nas faixas populacionais com menor instrução e menor renda, sendo que 45% destas vivem em famílias com renda per capta de até ½ salário mínimo. Entre as crianças e adolescentes negras e indígenas, o percentual de pobreza é ainda maior, respectivamente, 58% e 71%.

Em relação às condições habitacionais, o acesso à rede a água e esgoto ainda não se encontram universalizado. Se uma media de 89,6% de domicílios particulares permanentes urbanos brasileiros tem acesso à rede água, cai para 82,7% a média das crianças e adolescentes que contam com este acesso. As diferenças se acentuam por regiões, sendo ainda maiores quando se trata de crianças e adolescentes do meio rural, de etnias negras e indígenas.

A taxa de mortalidade infantil representa um sensível indicador também para outras condições sociais as quais crianças, adolescentes e suas famílias estão submetidas. As grandes desigualdades regionais em relação à média nacional demonstram a gravidade da situação e na necessidade de se avançar na expansão e qualidade dos serviços, com a redução da mortalidade materna e a atenção aos direitos sexuais e reprodutivos tanto para os adultos quanto para os adolescentes.

Dado sobre a desnutrição infantil no Brasil em 1996, ano do ultimo levantamento sistemático sobre o tema, apotavam que 5,7% das crianças tinham baixo peso para a sua idade; 10,5% apresentavam desnutrição crônica e 2,3% sofriam de desnutrição aguda. Estudos do MDS e do IPEA mostram que as taxas de desnutrição têm diminuído sistematicamente nas áreas cobertas por ações, como a Estratégia de Saúde da Família. A situação de risco nutricional é ainda mais grave para crianças de família em situação de pobreza.

Em relação ao ensino fundamental, 97,1% das crianças e adolescentes entre 7 e 14 anos freqüenta a escola, porém a qualidade desta educação continua sendo um desafio para o futuro. A taxa de repetência em 2004 estava em 13%, e a taxa de conclusão do ensino fundamental era apenas 54%. Entre os alunos que concluem a 4º serie, 60% não possuem fluência na leitura. Já na idade de 15 a 17 anos, a media nacional de freqüência à escola é de 82,4%,mas, entre os mais pobres, este potencial cai para 75,8%. A gravidade da situação da educação para ser lida no índice de analfabetismo. Na população com mais de 15 anos de idade, o índice de analfabetismo é de 11,4% e praticamente um terço da população adulta pode ser considera analfabeta funcional.


DESENVOLVIMENTO

O retrato do perfil do jovem de periferia brasileira está claro nesta pesquisa do IBGE. Partindo do pressuposto da trajetória histórica deste jovem, passamos a compreendê-los melhor e até mesmo deixamos o nosso preconceito.

O grupo quis através desta pesquisa, identificar quais as ações relevantes existentes para este público no sentido de promoção da cidadania e até mesmo sobre o protagonismo juvenil.

A ação efetiva pesquisada foi o Programa Fica Vivo! do Governo do estado de Minas Gerais, onde foram visitados dois núcleos, sendo eles em Santa Luzia e Belo Horizonte. Os jovens participantes deste programa fazem parte da pesquisa do IBGE de 2000, supracitada. Se pensarmos que na ocasião eles estivessem com 12 anos, hoje estes jovens estariam com 20 anos.
Vale ressaltar que o publico que compõe este programa, foi excluída a vida inteira, desde ao acesso a moradia, a saúde. Ficando muito a mercê da violência seja do trafico, seja da exploração sexual, dentre outros.

O Programa Fica Vivo! nos mostrou que quando foi implantado em grandes aglomerados do estado de Minas Gerais foi para diminuir e prevenir o índice elevado de homicídios e violência. Este programa consiste em várias oficinas que proporcionam para os jovens esportes, cultura e lazer. Neste caso na Pedreira Prado Lopes como é muita conhecida ela possuem 32 oficinas, entre elas possuem também oficinas profissionalizantes para introduzir o jovem ao mercado de trabalho. Para esse trabalho acontecer melhor nesta comunidade os oficineiros são os próprios moradores do aglomerado. Isso acontece para que se viessem oficineiros de fora ele seria muito recriminado pelo jovem e vice-versa.

As oficinas do programa são espaços abertos, e por isso, possibilitam a todos os jovens-entre 12 e 24 anos – das comunidades atendidas, participarem, se expressarem e se mostrarem tanto em suas habilidades e talentos, quanto em seus conflitos e dificuldades. E é a partir desta nova forma de participação do jovem que propomos através do diálogo, da apresentação e da discussão de possibilidades, construir também uma nova forma de implicação, participação e responsabilização dele por sua história, suas escolhas e por seu projeto de vida.

Uma das oficinas que nos chamou a atenção foi o grafite, pois através deste o jovem expressa o que sente e o que pensa.

Ao expor através da arte do grafite a discussão feita com os jovens, oficineiros e equipe do programa sobre o tema Juventude e Liberdade, O Fica Vivo! faz um convite para que possamos conhecer e buscar compreender as escolhas dos jovens, e mais do que isso, que queiramos não só orienta-las, mas sim participar de forma ativa da construção de uma juventude crítica e responsável por sua própria história, e também de sua comunidade.

Através da liberdade de expressão e criação, o Fica Vivo! possibilita a estes jovens serem sujeitos: de seus desejos, direitos, deveres e porque não, de sua arte!

Em 2008 foram realizadas umas séries de exposições (grafite) no Palácio das Artes, confirmando que os jovens têm encontrado, através do Programa Fica Vivo!, “uma aposta na construção de espaços na cidade onde eles possam transitar e se expressar cada vez mais, com liberdade.” (Kátia Silvia Simões-Diretora de Promoção Social da Juventude Programa Fica Vivo!).


CONCLUSÃO

Visitar os núcleos de prevenção à criminalidade foi enriquecedor para o grupo e nos motivou a buscar cada vez mais conhecimento e conseqüentemente poder colocá-lo em prática.
Esperamos através do nosso fazer profissional contribuir para a divulgação e promoção de trabalhos tão relevantes para a sociedade.




sexta-feira, 31 de outubro de 2008


O QUE É O FICA VIVO?Na década de 1990, Belo Horizonte, assim como outras capitais brasileiras, experimentou um grande crescimento do número de homicídios. O aumento das mortes violentas colocou esta temática no centro da agenda política brasileira, exigindo dos gestores públicos e dos elaboradores de políticas a busca de novas alternativas para enfrentar o problema.O diagnóstico da situação em Belo Horizonte revelou um crescimento de 100% no número de homicídios entre 1997 e 2001; crescimento da participação dos jovens com menos de 24 anos na autoria das mortes violentas; concentração destes eventos nos aglomerados de vilas e favelas, tendo por vítimas e agressores os próprios moradores; coincidência entre áreas mais violentas e áreas de maior vulnerabilidades social , que é medida pelo padrão de acabamento das residências, taxa de ocupação , taxa de mortalidade infantil, anos de estudo, a taxa de analfabetismo da população, índice de infraestrutura urbana e índice de oferta de proteção social , os quais apresentam indicadores desfavoráveis em todas as regiões violentas.Foi a partir desse diagnóstico que o Centro de Estudos em Criminalidade e Segurança Pública da UFMG (CRISP) elaborou um plano de intervenção para redução do número de homicídios, estrategicamente dividido em duas frentes de trabalho. A primeira voltada para as ações de natureza repressiva ao crime, e a segunda, voltada para ações de mobilização social.O projeto, denominado Fica Vivo, foi implementado por um grupo de instituições parceiras, sob a coordenação do CRISP: polícias militar e civil de Minas Gerais, Polícia Federal, Ministério Público, Prefeitura de Belo Horizonte, Universidade Federal de Minas Gerais, SEBRAE, Câmara de Dirigentes Logistas, organizações não governamentais, movimentos sociais e a comunidade local.


2. INOVAÇÃO:O Fica Vivo! busca superar os métodos tradicionais das políticas de segurança, ao combinar ações repressivas com ações de prevenção, o que o torna, em certa medida, inovador. Outro aspecto singular, considerando-se os programas voltados para a questão da prevenção à violência, é a sua proposta de estruturação em rede, na qual vários atores sociais agem de forma integrada e articulada visando um objetivo coletivo. A busca do envolvimento da comunidade, tanto na elaboração de estratégias como na sua implementação, é outra diretriz.


3. METODOLOGIA:O Fica Vivo é baseado na metodologia de solução de problemas, que consiste em quatro etapas distintas. A primeira delas, “identificação”, tem como objetivo descobrir quais os problemas associados aos incidentes de homicídio, a seleção de prioridades e a definição de responsabilidades. Nesta etapa, o Morro das Pedras (aglomerado com altos índices de criminalidade violenta) foi selecionado como objeto de ação não apenas pelo elevado número de ocorrências de homicídios, mas também pelas possibilidades que aquela localidade representava para a atuação dos grupos implicados no projeto. A segunda fase, de “análise”, consiste na compreensão mais profunda do problema, através do seu estudo de forma mais detalhada. Conhecimento minucioso das ocorrências dos delitos, sua distribuição espacial, temporal suas possíveis causas são de grande importância para a etapa de intervenção. O objetivo da fase de “resposta” ou a intervenção propriamente dita, é selecionar uma solução, um plano de ação estratégico e implementa-lo. Por fim, a fase de “avaliação”, resumida no texto seguinte, procura criar critérios objetivos para a avaliação do funcionamento e efetividade do projeto.


4. OS RESULTADOS:A primeira avaliação dos resultados do Programa demonstrou que após seis meses da sua implantação, o número de homicídios na região piloto, o Aglomerado Morro das Pedras, havia reduzido em 47%. Em outras regiões violentas de Belo Horizonte, o número de homicídios também diminuiu, mas em nenhuma delas esse número caiu tanto quanto no Morro das Pedras.


5. O FICA VIVO! COMO POLÍTICA PÚBLICA:Buscando uma política que combinasse prevenção e repressão do crime, o Governo de Minas Gerais decidiu institucionalizar o Fica Vivo!, tornando-o um programa para todo o estado. O Fica Vivo! foi, então, incluído no Plano Emergencial de Segurança Pública de 2003.